Megami Ebora
(Deusa Évora)
Nem o Saara em seu esplendor
Nem Campos Elísios em redor
Nem Roma ou Atenas sequer
Deitam por terra, a beleza desta mulher
Irmã mais nova do Norte
Ganhou vestes e presentes influentes
Na sua cultura e arte, no seu porte
Vêem-se manchas e traços quentes
De influências bem presentes
Debaixo dum tecto eternamente belo
De noite ou de dia ela banha-se
Em banhos d'água fria deliciosa
Húmida d'orvalho e beleza matutina
Calma para o mundo, levanta-se
E numa longa e lenta dança graciosa
Seduz subtilmente todos e termina
Deita seu longo e amado corpo
Sob o tecto escuro e estrelado
Transformando a noite em magia
De breves e deliciosas brisas
Que nos fazem explodir de prazer
E adormecer no paraíso...
神亀、9日10月2007年
Wednesday, November 21, 2007
O Grito!
(Prefiro viver/Prefiro distinção)
Senhora Dona Morte
Não venhas antes de tempo...
Não tenhas pressa nos teus passos
Deixa-me seguir os meus passos
Deixa-me andar nos meus espaços
Deixa-me viver os meus espaços
Não sejas um contratempo
Senhora Dona Morte
Prefiro a vida
Prefiro tudo
Prefiro sofrer enquanto vivo
Do que descansar enquanto morto
Prefiro tudo
menos morrer
Prefiro matar
Esfolar
Magoar
Prefiro viver
Sentir
Sorrir
Ter hábitos e costumes
Marcas minhas intemporais
Memórias sem negrumes
Cravadas nas mentes
Imagens e visões desiguais
Quero mostrar e revelar
Tudo o que sou
Tudo o que não se vê
Tudo o que sou
A minha presença
Chamem-me egocentrista
Ou ainda narcisista
Sou apenas ninguém
Que quer ser alguém
Não quero transparência
Em momentos de presença
Prefiro viver
Ser distinto
Fugir de padrões e valores
Usar tons e diferentes cores
Em gestos corporais distintos
Com presença curta e grossa
Prefiro viver
Deixa-me viver
Senhora Dona Morte
Deixem-me viver...
神亀、4日10月2007年
Senhora Dona Morte
Não venhas antes de tempo...
Não tenhas pressa nos teus passos
Deixa-me seguir os meus passos
Deixa-me andar nos meus espaços
Deixa-me viver os meus espaços
Não sejas um contratempo
Senhora Dona Morte
Prefiro a vida
Prefiro tudo
Prefiro sofrer enquanto vivo
Do que descansar enquanto morto
Prefiro tudo
menos morrer
Prefiro matar
Esfolar
Magoar
Prefiro viver
Sentir
Sorrir
Ter hábitos e costumes
Marcas minhas intemporais
Memórias sem negrumes
Cravadas nas mentes
Imagens e visões desiguais
Quero mostrar e revelar
Tudo o que sou
Tudo o que não se vê
Tudo o que sou
A minha presença
Chamem-me egocentrista
Ou ainda narcisista
Sou apenas ninguém
Que quer ser alguém
Não quero transparência
Em momentos de presença
Prefiro viver
Ser distinto
Fugir de padrões e valores
Usar tons e diferentes cores
Em gestos corporais distintos
Com presença curta e grossa
Prefiro viver
Deixa-me viver
Senhora Dona Morte
Deixem-me viver...
神亀、4日10月2007年
Sunday, November 4, 2007
時々...
tokidoki
(Às vezes)
(Às vezes)
Sinto-me distraído…
Há rios de pensamentos que desaguam numa imobilidade física que perturba, dando sempre ares de ser aparvalhado…
A imaginação parece infeliz…
Parece que é presa quando se quer mostrar e é liberta quando ninguém a quer ver…
Depois, quase que num acto previsível, as palavras voam para todos os lados como tiros no escuro atingindo inocentes e culpados sem os ferir de morte, apenas de riso… ou então simplesmente são ignoradas…
Mas felizmente nem tudo acontece da mesma maneira, o bom de tudo é que há mesmo momentos em que existe expressão, movimento, uma imaginação fértil útil e palavras intencionais de consolo à gargalhada autêntica que, nestas vezes, se solta em todo o seu esplendor…
Às vezes…
Não é nunca, nem sempre…
Tenho de mostrar que não sou perfeito que existem diferenças entre as minhas imperfeições e as imperfeições dos demais, que sou como sou, que gosto que gostem de mim, que compreendo, ou tento compreender, os que não gostam… e fico feliz por isso!
Às vezes…
Sim, porque não é sempre, nem nunca…
Abraço-me aos laços que me prendem, que são bons de sentir… Afinal que não gosta dos seus amigos e amigas? Somos humanos, somos imperfeitos, somos amigos seja de quem ou do que for…
Interesse, simpatia, ambição…
Venha o que vier por detrás do que queremos, é sempre um motivo para nos fazer mover… A não ser que desagúem rios de ideias e de pensamentos que paralisem outros actos e nos imobilizem e nos façam de parvos…
Desde que seja apenas às vezes…
時々…
神亀、2日10月2007年
Abandonado por Deus, Rejeitado pelo diabo…
(神, senhor de si…)
Adormeço em meu trono invisível, num reino deserto onde não há rebelião, nem sequer o trabalho de pensar em revolta… onde o silêncio é a maior e melhor iguaria e os ventos são ondas mudas que nem chegam a rebentar, passando por mim como fantasmas que, ao trespassarem-me, dão sensação de calma, paz e alegria interior… saciam-me a sede e a fome de sonhos e miragens e alimentam meu espírito e…
Adormeço…
Vi, da terra, o céu…
Vi descerem das escadarias celestes, anjos e luzes divinas que, em expressões atrozes que atormentam todo e qualquer olhar, abandonavam seus aposentos sagrados, abandonavam a sua vida sacra e em explosões gigantescas transformavam-se em nuvens de pós negros e delas surgiam suas silhuetas renovadas, negras, sangrentas, dum brilho sedutor e letal… Calmamente desciam ao abismo que mostrava a sua entrada, como se a terra abrisse a sua boca…
Vi meu destino…
Vi, da terra, o inferno…
Vi, alegres, os neo-aggelos, abraçados aos seus compatriotas cornudos, de roupas barbaramente belas e ousadas…
Vi carinhos e espadas banhadas em sangue a conviverem como amizades de longa data, como dançarinas a serpentearem as faces de todos em bailados fatalmente magníficos, enquanto seus donos e comparsas planeavam folias sem fim em reinos belos de sangue e dor…
Infelizmente não foi esse tão pouco meu destino…
Subindo como seta atirada ferozmente no escuro, fui escorraçado para a terra…
Era belo, brilhante…
Era bonito, chocante…
Era safira e diamante…
Zircónio por certo…
Amado e traído por quem amo…
Abraçado e escorraçado por quem admiro…
De certo não estou sozinho…
Apenas não preciso de líderes, nem de quem seguir…
Pois, apesar de traições e rejeições, não abandonei, nem me abandonaram…
E agora, vivo comigo, reinando sobre mim…
Num reino deserto meu, onde o vento e os gémeos distintos me acompanham…
Sou apenas meu…
Sou 神, senhor de mim…
神亀、??日8/9(?)月2007年
Adormeço em meu trono invisível, num reino deserto onde não há rebelião, nem sequer o trabalho de pensar em revolta… onde o silêncio é a maior e melhor iguaria e os ventos são ondas mudas que nem chegam a rebentar, passando por mim como fantasmas que, ao trespassarem-me, dão sensação de calma, paz e alegria interior… saciam-me a sede e a fome de sonhos e miragens e alimentam meu espírito e…
Adormeço…
Vi, da terra, o céu…
Vi descerem das escadarias celestes, anjos e luzes divinas que, em expressões atrozes que atormentam todo e qualquer olhar, abandonavam seus aposentos sagrados, abandonavam a sua vida sacra e em explosões gigantescas transformavam-se em nuvens de pós negros e delas surgiam suas silhuetas renovadas, negras, sangrentas, dum brilho sedutor e letal… Calmamente desciam ao abismo que mostrava a sua entrada, como se a terra abrisse a sua boca…
Vi meu destino…
Vi, da terra, o inferno…
Vi, alegres, os neo-aggelos, abraçados aos seus compatriotas cornudos, de roupas barbaramente belas e ousadas…
Vi carinhos e espadas banhadas em sangue a conviverem como amizades de longa data, como dançarinas a serpentearem as faces de todos em bailados fatalmente magníficos, enquanto seus donos e comparsas planeavam folias sem fim em reinos belos de sangue e dor…
Infelizmente não foi esse tão pouco meu destino…
Subindo como seta atirada ferozmente no escuro, fui escorraçado para a terra…
Era belo, brilhante…
Era bonito, chocante…
Era safira e diamante…
Zircónio por certo…
Amado e traído por quem amo…
Abraçado e escorraçado por quem admiro…
De certo não estou sozinho…
Apenas não preciso de líderes, nem de quem seguir…
Pois, apesar de traições e rejeições, não abandonei, nem me abandonaram…
E agora, vivo comigo, reinando sobre mim…
Num reino deserto meu, onde o vento e os gémeos distintos me acompanham…
Sou apenas meu…
Sou 神, senhor de mim…
神亀、??日8/9(?)月2007年
Friday, September 28, 2007
Chuva do Apocalipse
Caem pós de estrelas na noite…
Pensa-se ser belo, bonito, divino, mas… não é mais do que ideias, acontecimentos, factos consumados…
Alguns dos grãos sentem-se como agulhas finas, outros como carícias, dando sensações infernais ou de prazer…
Com passos, a terra rola sobre si e os lugares vão-se deslocando debaixo dos nossos pés e surpreendem-nos com seus segredos, loucuras, mistérios que não interessam a ninguém ou quase ninguém…
Uma mão sobre o chão… puxa-se o tapete…
Há quedas… talvez mortos ou feridos… e a nossa terra pára,… até alguém se levantar e começar a “passar”…
E vamos tentando sobreviver com este armagedão de ideias, acontecimentos e factos consumados…
Sob chuva de estrelas da vida…
神亀、28日9月2007年
Pensa-se ser belo, bonito, divino, mas… não é mais do que ideias, acontecimentos, factos consumados…
Alguns dos grãos sentem-se como agulhas finas, outros como carícias, dando sensações infernais ou de prazer…
Com passos, a terra rola sobre si e os lugares vão-se deslocando debaixo dos nossos pés e surpreendem-nos com seus segredos, loucuras, mistérios que não interessam a ninguém ou quase ninguém…
Uma mão sobre o chão… puxa-se o tapete…
Há quedas… talvez mortos ou feridos… e a nossa terra pára,… até alguém se levantar e começar a “passar”…
E vamos tentando sobreviver com este armagedão de ideias, acontecimentos e factos consumados…
Sob chuva de estrelas da vida…
神亀、28日9月2007年
Força viva e intelecto escondido
Cenário de Outono e Verão
Lugar de extrema inspiração
Poetas, artistas
Génios da rebelião
Da mente, das gentes
Artistas mestres da visão
E tradução de sentimentos
De alegrias e sofrimentos
E muitos outros sem excepção
Imagem errada
De mentes brilhantes
Escondidas expectantes
Em vidas estranhas
E duras
Que perduram em contentação
Recebendo tudo de coração
Em fortes peitos
De armaduras inquebráveis de latão…
神亀、27日9月2007年
Lugar de extrema inspiração
Poetas, artistas
Génios da rebelião
Da mente, das gentes
Artistas mestres da visão
E tradução de sentimentos
De alegrias e sofrimentos
E muitos outros sem excepção
Imagem errada
De mentes brilhantes
Escondidas expectantes
Em vidas estranhas
E duras
Que perduram em contentação
Recebendo tudo de coração
Em fortes peitos
De armaduras inquebráveis de latão…
神亀、27日9月2007年
Pax Regina
Gentes afáveis
Gestos amáveis
Planas calmas e alegrias
Simpáticas e ternas folias
De quem vive com o tempo
Vivendo ao sabor do vento
Que pouco existe
Abraçado à estrelada escuridão
Pedaços de campos do Paraíso
Tão desertos como o deserto
Mas bem governados
Pela Natura e mentes
Destas tão calmas gentes
Que recebem seus queridos desconhecidos
Na sua boca um sorriso
Reinos de nuvens de terra
Nas suas sombras descansam
Sem preocupações mundanas
Mundo "sem porquês" tranquilo
Pobre, mas inovador estilo
De seres mais que perfeitos
Telas de cores e sabores
Distinções e obras de valores
Inalcançáveis, incalculáveis
De homens de forte porte
De mulheres de pulso firme
Não há espirito que desanime
Nem em fracasso ou ruína
Tolos, apenas de imagem
Espertos, sempre de feitio
Não há dono de ninguém
Todos eles cheios de brio
Nesta terra regina
Graça de cara
Simpatia de palavra
Onde a paz é rainha...
神亀、27日9月2007年
Gestos amáveis
Planas calmas e alegrias
Simpáticas e ternas folias
De quem vive com o tempo
Vivendo ao sabor do vento
Que pouco existe
Abraçado à estrelada escuridão
Pedaços de campos do Paraíso
Tão desertos como o deserto
Mas bem governados
Pela Natura e mentes
Destas tão calmas gentes
Que recebem seus queridos desconhecidos
Na sua boca um sorriso
Reinos de nuvens de terra
Nas suas sombras descansam
Sem preocupações mundanas
Mundo "sem porquês" tranquilo
Pobre, mas inovador estilo
De seres mais que perfeitos
Telas de cores e sabores
Distinções e obras de valores
Inalcançáveis, incalculáveis
De homens de forte porte
De mulheres de pulso firme
Não há espirito que desanime
Nem em fracasso ou ruína
Tolos, apenas de imagem
Espertos, sempre de feitio
Não há dono de ninguém
Todos eles cheios de brio
Nesta terra regina
Graça de cara
Simpatia de palavra
Onde a paz é rainha...
神亀、27日9月2007年
Thursday, September 20, 2007
Hino a ti…
Deusa do Fogo
Que brilhas em todo o teu esplendor
Perante estrelas e espaço
Minúsculos em teu redor
Malwa, menina, mulher
És toda de coração
O ser mais valente e ardente
De toda a população
A mulher de força e coragem
Uma esfinge poderosa, não dramática
Nada enigmática, nada apática
Símbolo vivo e nunca miragem
Peço a tudo, que me ames
Que nos ames
Como todos te amam a ti
O ser humano mais belo que eu já vi
És madre, és irmã
És amiga-vilã
És a fama a preceito
Sem qualquer preconceito
És o brilho reluzente
Leoa quente, sem fôlego
És dum ambíguo tolo
És menina e mulher
Imperatriz do prazer
Dama da intensidade
És sexo e lazer
Explodindo de felicidade
És amor digno de louvor
Por isso te louvo agora
Cheia de medos e dor
Aguentas com a vida a for a
Lá fora, cá for a
Te esperamos num abraço
Múltiplo, infinito
Para contigo nos unirmos em gigante laço
Nunca nos deixes
Nunca me abandones
Malwa, menina, mulher
Madre, irmã do meu ser
Quero uma lágrima tua
Para às minhas juntar
Como recordação de cristal
Que para sempre vou guardar
Juro por tudo o que existe
E o que possa vir a existir
Malwa Perfekta,
Impera sobre todo o agir…
神亀、27日7月2007年
Note:
Este poema é inteiramente dedicado a uma das poucas pessoas que mais amo nesta vida...
Malu, Lulu, Malúcia, Má Lua, Marisol, Shakalulu,... chamem-te o que chamarem serás sempre a mesma pessoa,... alguém querido, determinado, corajoso... alguém que luta muito por aquilo que quer, alguém que pondera bem sobre o que faz, alguém que não abandona as pessoas que ama, alguém único e indiscutivelmente bom...
Só peço deskulpa por não ter postado isto antes (pk era suposto isto ser um presente de aniversário pa ti, paixão)... enfim, antes tarde k nunka... espero k gostes minha malulu windona^^
hugz & kissez,
shin^^
Que brilhas em todo o teu esplendor
Perante estrelas e espaço
Minúsculos em teu redor
Malwa, menina, mulher
És toda de coração
O ser mais valente e ardente
De toda a população
A mulher de força e coragem
Uma esfinge poderosa, não dramática
Nada enigmática, nada apática
Símbolo vivo e nunca miragem
Peço a tudo, que me ames
Que nos ames
Como todos te amam a ti
O ser humano mais belo que eu já vi
És madre, és irmã
És amiga-vilã
És a fama a preceito
Sem qualquer preconceito
És o brilho reluzente
Leoa quente, sem fôlego
És dum ambíguo tolo
És menina e mulher
Imperatriz do prazer
Dama da intensidade
És sexo e lazer
Explodindo de felicidade
És amor digno de louvor
Por isso te louvo agora
Cheia de medos e dor
Aguentas com a vida a for a
Lá fora, cá for a
Te esperamos num abraço
Múltiplo, infinito
Para contigo nos unirmos em gigante laço
Nunca nos deixes
Nunca me abandones
Malwa, menina, mulher
Madre, irmã do meu ser
Quero uma lágrima tua
Para às minhas juntar
Como recordação de cristal
Que para sempre vou guardar
Juro por tudo o que existe
E o que possa vir a existir
Malwa Perfekta,
Impera sobre todo o agir…
神亀、27日7月2007年
Note:
Este poema é inteiramente dedicado a uma das poucas pessoas que mais amo nesta vida...
Malu, Lulu, Malúcia, Má Lua, Marisol, Shakalulu,... chamem-te o que chamarem serás sempre a mesma pessoa,... alguém querido, determinado, corajoso... alguém que luta muito por aquilo que quer, alguém que pondera bem sobre o que faz, alguém que não abandona as pessoas que ama, alguém único e indiscutivelmente bom...
Só peço deskulpa por não ter postado isto antes (pk era suposto isto ser um presente de aniversário pa ti, paixão)... enfim, antes tarde k nunka... espero k gostes minha malulu windona^^
hugz & kissez,
shin^^
Tuesday, September 11, 2007
優しい涙/ Meninas de sal
Yasashii namida/ Meninas de sal
(Queridas lágrimas/ Meninas de sal)
Meninas de sal
Que correm e percorrem
Admiram águas que escorrem
E se fundem no areal
Grãos de deserto fino e frio
Encobrindo fogo e feitio
De espécimes estranhos
Simpáticos
Ansiosos por um desvio
Que não lhes é certo
Reservando-lhes fortuna
Ou destino sombrio
Meninas de sal
Vistam-se de rios e mares
Pois são lá vossos lugares
Espiralando, serpenteando
Bailando e contornando
As faces da vossa terra
Até ao fim do vosso mar
Leves e breves brisas
Brotam seus ramos de vento
Dos céus
Em véus que a ele vénias fazem
E felicitam
E contemplam e agradecem
Por movê-las e demovê-las
Do seu quotidiano desconforto
Do qual padecem
Meninas de sal
Brinquem sem medo
Passou e ultrapassou
Findou e expirou
A era de vos quererem mal
Soltem preces, gritos e risos
Libertem alegrias, louvores e sorrisos
Pois das minhas lágrimas
Só espero felicidade…
神亀、8日9月2007年
(Queridas lágrimas/ Meninas de sal)
Meninas de sal
Que correm e percorrem
Admiram águas que escorrem
E se fundem no areal
Grãos de deserto fino e frio
Encobrindo fogo e feitio
De espécimes estranhos
Simpáticos
Ansiosos por um desvio
Que não lhes é certo
Reservando-lhes fortuna
Ou destino sombrio
Meninas de sal
Vistam-se de rios e mares
Pois são lá vossos lugares
Espiralando, serpenteando
Bailando e contornando
As faces da vossa terra
Até ao fim do vosso mar
Leves e breves brisas
Brotam seus ramos de vento
Dos céus
Em véus que a ele vénias fazem
E felicitam
E contemplam e agradecem
Por movê-las e demovê-las
Do seu quotidiano desconforto
Do qual padecem
Meninas de sal
Brinquem sem medo
Passou e ultrapassou
Findou e expirou
A era de vos quererem mal
Soltem preces, gritos e risos
Libertem alegrias, louvores e sorrisos
Pois das minhas lágrimas
Só espero felicidade…
神亀、8日9月2007年
Apenas o sono 2
(alma orientada/ marioneta da senhora das mil mãos)
Vou andando…
indo por aqui e por ali…
Tento bater as asas de novo, mas nada de nada…
Como se as tivesse perdido de um dia para o outro, sem que elas tivessem sequer saído das minhas costas…
Bato com o pé no chão furiosamente, mas acalmo-me e prossigo meu passeio vadio…
Vagabundeando…
Sigo sem olhar para trás…
Mãos seguram minhas roupas e vão me puxando com as suas forças,… tento resistir, tento fugir, mas sou coberto por mil palmas em conjunto, mil pulsos firmes, mil forças do mesmo ser…
Tento de novo bater as asas, mas, como marioneta, estou preso por fios, limitado a movimentos que não me pertencem,… dedos tacteiam o ar, mãos de outros seres, e os fios traçam-me acções que nunca quis cometer…
Procuro forças em meus membros para me poder libertar destas finas amarras que no fundo não quero partir para não causar danos, mas… há utopias que devem ser concretizadas…
Vou adormecendo e deixando-me levar…
Esqueci o vaguear do meu corpo pelas ruas e da mente pelo espaço…
Tento manter-me dormente para não sentir nada do que me levam a fazer…
É uma vida um tanto ou quanto patética, mas que fazer…
É complicado deitar por terra um edifício que apesar de ter estrutura defeituosa, consegue manter-se de pé contra todas as adversidades…
Julgamos fácil,…
Destruir, construir…
Destruir, construir…
Desenvolver, aperfeiçoar…
Nada!
Nada é assim!
Não se pode mexer no que já foi mexido com o intuito se mudar quando já se modificou…
A insistência, a persistência…
Mais alguns fios vão se colando a mim…
Mais acções e reacções não minhas, mas sim sobre mim…
Corpo dormente e manipulado, mas sóbrio e consciente para ter noção de tudo o que acontece e faz acontecer… embora seja o que menos se deseja…
Já nem penso em libertar-me, visto não conseguir, apenas espero até se cansarem ou fartarem ou simplesmente julgarem que me têm como certo…
Tenho medo…
Tenho…
Não, espera, eu não tenho nada…
São os seres dos fios que possuem tudo o que era meu… É o ser das mil palmas que tudo toma, não como seu, mas de sua guarda…
Não sei mais que esperar…
Fico cada vez mais dormente e as poucas forças que me restavam, usei-as para adormecer tudo em mim…
Já não consigo pensar…
Não sou mais do que peso morto…
Não sou mais do que uma marioneta sem vida…
Não sou mais nada…
Sentia-me alienado, sentia-me envergonhado, sentia-me perseguido, sentia-me desconfiado, sentia-me insultado, sentia-me violado…
Agora que cada uma dessas fases passou já não consigo sentir que estou morto ou que sou mexido e remexido por outros…
Dormência, sonolência…
No apogeu da minha era…
Morte precoce, não física…
No apogeu da minha era…
Nem a minha senhora da noite me conforta mais…
Nem os lençóis de brisas ou rodopios e danças do vento intenso me animam ou contentam…
Nada…
Nada de nada…
Entro no reino do nada…
Apesar de nunca ter saído do meu mundo…
E adormeço…
por fim…
…
神亀、27日8月2007年
Vou andando…
indo por aqui e por ali…
Tento bater as asas de novo, mas nada de nada…
Como se as tivesse perdido de um dia para o outro, sem que elas tivessem sequer saído das minhas costas…
Bato com o pé no chão furiosamente, mas acalmo-me e prossigo meu passeio vadio…
Vagabundeando…
Sigo sem olhar para trás…
Mãos seguram minhas roupas e vão me puxando com as suas forças,… tento resistir, tento fugir, mas sou coberto por mil palmas em conjunto, mil pulsos firmes, mil forças do mesmo ser…
Tento de novo bater as asas, mas, como marioneta, estou preso por fios, limitado a movimentos que não me pertencem,… dedos tacteiam o ar, mãos de outros seres, e os fios traçam-me acções que nunca quis cometer…
Procuro forças em meus membros para me poder libertar destas finas amarras que no fundo não quero partir para não causar danos, mas… há utopias que devem ser concretizadas…
Vou adormecendo e deixando-me levar…
Esqueci o vaguear do meu corpo pelas ruas e da mente pelo espaço…
Tento manter-me dormente para não sentir nada do que me levam a fazer…
É uma vida um tanto ou quanto patética, mas que fazer…
É complicado deitar por terra um edifício que apesar de ter estrutura defeituosa, consegue manter-se de pé contra todas as adversidades…
Julgamos fácil,…
Destruir, construir…
Destruir, construir…
Desenvolver, aperfeiçoar…
Nada!
Nada é assim!
Não se pode mexer no que já foi mexido com o intuito se mudar quando já se modificou…
A insistência, a persistência…
Mais alguns fios vão se colando a mim…
Mais acções e reacções não minhas, mas sim sobre mim…
Corpo dormente e manipulado, mas sóbrio e consciente para ter noção de tudo o que acontece e faz acontecer… embora seja o que menos se deseja…
Já nem penso em libertar-me, visto não conseguir, apenas espero até se cansarem ou fartarem ou simplesmente julgarem que me têm como certo…
Tenho medo…
Tenho…
Não, espera, eu não tenho nada…
São os seres dos fios que possuem tudo o que era meu… É o ser das mil palmas que tudo toma, não como seu, mas de sua guarda…
Não sei mais que esperar…
Fico cada vez mais dormente e as poucas forças que me restavam, usei-as para adormecer tudo em mim…
Já não consigo pensar…
Não sou mais do que peso morto…
Não sou mais do que uma marioneta sem vida…
Não sou mais nada…
Sentia-me alienado, sentia-me envergonhado, sentia-me perseguido, sentia-me desconfiado, sentia-me insultado, sentia-me violado…
Agora que cada uma dessas fases passou já não consigo sentir que estou morto ou que sou mexido e remexido por outros…
Dormência, sonolência…
No apogeu da minha era…
Morte precoce, não física…
No apogeu da minha era…
Nem a minha senhora da noite me conforta mais…
Nem os lençóis de brisas ou rodopios e danças do vento intenso me animam ou contentam…
Nada…
Nada de nada…
Entro no reino do nada…
Apesar de nunca ter saído do meu mundo…
E adormeço…
por fim…
…
神亀、27日8月2007年
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