Saturday, March 30, 2013

Memória sacana

Não sei que dia será hoje...
Que fiz eu
Ou o que aconteceu?

Perdi noção das horas?
Devo dormir?
O corpo começa a pedir

Estou atordoado
Ainda acordado
Regresso ao passado

Estas memórias que teimam em existir
Sem permissão, impedem-me de sorrir
Fico apático

Por dentro
Sem alento
Sorriso amarelo,
Como se fosse feliz,
Como se fosse gentil,
Como se fosse humano,
Como se fosse autónomo...

Estou acordado,
Atordoado
Por memórias
Que insistem,
Que me matam...
Sem defesas,
Sem vontade,
Sem vida,
Pelo menos a que dá intensidade ao que deveria sentir como viver

Minhas palavras soltas no vento
Que não mas traz de volta,
Nem tão pouco a ti...
Só me dá revolta,
Só me traz desconforto,
Mais não seja no silêncio da noite
Que me deixa a divagar...
A vaguear no passado,
Sozinho,
Amargurado
Por não deixar de amar
Quem queria que um dia me tivesse amado
De verdade...


神龍、30日3月2013年

Thursday, March 21, 2013

A minha necessidade de inutilidade

Espero
Vou esperando
Falo, converso
Ando, corro
Danço e gesticulo como se fosse louco
Uso e abuso do tempo que não tenho
Quando tanto tenho que fazer
Períodos de loucura, insanidade
Períodos de espera ou tertúlia
Quase se torna numa necessidade
Num instinto
N'algo crucial
Olho-me ao espelho
Miro minha entediada face
Coberto de sono enfadonho
E vejo retratado na minha cara a presente frustração
Analiso a perfeita inutilidade do meu ser
E aí...
Aí reina a concentração
A transição do parasita para o focus do workaholic
...
Contudo agora o desperdiçado não é o tempo de vida, mas o do sono...


神龍、16日1月2013年

Tuesday, March 12, 2013

Por simplesmente existir...

Perdi a conta ao número de vezes que morri
Perdi a conta ao número de vezes que existi

Santo patrono de causas perdidas
Esperando e ansiando incrédulo
Depositando fé no vão e ignóbil

Perdi a conta das pessoas que passaram por mim
Tornando-me membro de todos os grupos
Pertencendo a um vazio de estereótipos
E não me juntando a ninguém

Remetendo ao silêncio todos os sentimentos
Expondo o necessário à mercê das regras
Abrindo o coração a estranhos errantes
Aproveitando todas as lições que as suas vidas carregam
Admirando suas virtudes e amando as suas ditas falhas

Que tal de ignorante optimismo
Que tal a máscara do palhaço feliz
Que tal a ingénua confiança dada de mão beijada
Na esperança de um amor futuro
Que após todas as oportunidades, nunca veio...
Que também sempre se mascarou
Que pelo menos uma única vez me iludiu, humilhou e matou

Quebrado o encanto, conto mais uma vez que morri
Junto-a, dentro do cofre de coisas poucas, a todas as outras que pereci
E vejo nelas as cinzas da reencarnação etérea...

Sim...

Por completo ainda não me dou...
Por alguma 
razão ainda não dou de mim...
Talvez estas vidas e renascimentos me mostrem algo que nunca vi
Dou longo e expansivo espaço no coração
Olvidando a oferta de mim que prendo nos meus medos e ilusões

Talvez por isso tenha perdido a conta ao número de vezes que morri
Talvez por isso tenha perdido a conta ao número de vezes que existi
Talvez por isso não renasça no iluminado eterno que ama e é amado


Por simplesmente existir...


神龍、11日3月2013年

Monday, March 11, 2013

自分探してる...

(Jibun sagashiteru...)
(Searching for myself...)


The time flows keep on being unstoppable
While the past keeps getting farther away
The strings of my soul remain unplayed
While the silence of the morning consumes me

I... I...
Who would have known that a person like that
Could play my strings so masterfully

With such ease and no regret
Who would have known that a person like that
Could build me from scratch
And destroy me like a god

How can I stand tall when the heavy rain drops pull me down
How can I rise up when the strong gravity pulls me down
How can I move forward when my memories pull me back
How can I move forward when my self esteem pulls me back
How can I find myself when I remain shut in my thoughts
How can I find myself when I remain shut in my world of dreams

Where is reality, what is the path, how can I get there and who will I meet?


神龍、10日3月2013年