Tuesday, November 1, 2016

Amor...

Antes de me matares sopra-me a vida...
Pois ainda só sou alma errante a vaguear...


神龍、1日11月2016年

Monday, September 19, 2016

Boémia apatia

Num sono,
Num vazio,
Num espaço de contemplação indolente.
Sinto-me frio.
Sinto-me duro.
Sinto-me estático e receptor inerte de qualquer acção.
Nado com o olhar no nada,
Olhando todo o mínimo detalhe em redor.
Peças de puzzles invisíveis e gigantes chamados de gente.
Gente que passa, que fala, que grita, berra e chora por toda e qualquer razão que julgam ser válida.
Num transe...
Sinto-me parado e em simultâneo transcendental.
Como se a minha alma flutuasse sobre Lisboa inquieta,
Também ela ébria de apatia.
Fitando o nada
Nadando com olhar pelo infinito.
Num ápice, a dor física puxa tudo de volta ao seu sítio,
Ofertando de chapa a realidade.
E retém-se a tranquila indiferença, serena...
No seu esplendor de ausência de reacção...
Filtrando conversas,
Trocando olhares,
Tomando café
E esquecendo a vida,
Mas sem esquecer de viver...
Não me esqueci de escrever,
Nem de ser o inútil que sempre/nunca quis ser...


神龍、12日9月2016年

Wednesday, June 15, 2016

Pede-me tempo, mas não deixes de me amar...

Quando a pressão cresce, satura e não há maneira de desaparecer por mais dias que passem...
Quando os problemas se acumulam, se multiplicam ou simplesmente se tornam impasses que impedem de viver...
Quando não há espaço que seja suficiente para respirar, nem tempo que seja suficiente para pensar...

É quando surge a necessidade de isolamento...
É quando surge a necessidade de reflexão...
É quando surge a necessidade de um mínimo de paz...

É um momento... em que sentes fraqueza interior
É num momento... em que tu pedes que me afaste
É no momento... em que eu guardo o que sinto
É nesse momento... em que aguardo o teu retorno

Contudo...

O tempo passa e sinto-te distante, como se te visse numa janela de um comboio que se afasta e se dissolve no horizonte da minha visão...
As horas parecem desertos a perder de vista, os minutos pedras de gelo e os segundos então, agulhas que me penetram o corpo ansioso de ti...

A rejeição de qualquer tipo de aproximação, ou de ajuda legítima perturba ao deixar-me no limiar da impotência...

Pede-me o tempo...
Pede-me o espaço...

Só espero pela inteligibilidade do que profiro...
Só espero que saibas que te esperarei tanto quanto for preciso...
Só espero que consciencializes que não existe qualquer julgamento...
Apenas saudade...
E o meu amor retido...


神龍、15日6月2016年

Thursday, June 9, 2016

君を待ってる。。。

(Kimi wo matteru...)

(Waiting you...)


You made me love you in a speed I couldn't control...
It was a small, light feeling blooming throughout the spring...
It kept growing more and more with all the care and tenderness, until it stopped...

Static, with its face caressed by sunlight and it showed its first signs of an unexpected frailness at the first breeze that went by...

And suddenly you cast the night on it and the bud closed itself in ephemeral hybernation, living, sleeping, waiting... retaining everything within...

Your night grew long and cold... 
But the bud waited...
I waited...
We waited until the sun could rise again...

Despite the frailness and the everlasting cold, the bud stood tall and strong, and waited...
I waited...
We waited...
...for you!

We're still waiting, in the hope that your night will dissolve into a bright blue sky, for the truth within this feeling, though frail, it's strong enough to wait and last...


神龍、9日6月2016年

Wednesday, January 20, 2016

Photo Graphia

Viajando no tempo através de memórias que não se apagam com um simples passar de uma borracha...
Desenhado com tinta permanente, fica-se o tempo cravado no espólio de um indivíduo só, perdurando num espaço físico que se desgasta ou se preserva consoante a sua vontade.
Admiro cada milímetro, cada polegada caricaturada de efeitos e sensações provocadas, gerando-se assim um misto de nostalgia e saudade, arrogância e ignorância ou nojo e contemplação...
Movimentos selectos, poses banais ou intencionalmente brutas, transbordando pulcritude ou fealdade ao mais alto nível e aos milhões.
Luzes meticulosamente escritas, conjugadas com as sombras próprias da penumbra do mundo que habitamos, «fosforecendo» o que se quer (de)mo(n)strar e omitindo todas as possíveis falhas que ironicamente fariam enaltecer a singularidade de cada um.
A perda do belo e espontâneo ímpar perante a escolha de todo um visual, um cenário, uma história ou conceito para nos representar neste teatro de personagens fictícias como um espelho de falso reflexo.
E com isto há toda uma necessidade de expandir todo um ego como um balão, gigante em tamanho, contudo oco no seu interior, desprovido de imunidade aquando do uso da agulha certa para o rebentar...
Photographia,
Outrora a arte de captura da beleza e do tempo, hoje o impeto de milhões para banalizar uma vida, corpo ou conceito que acham ser único.


神龍、20日1月2016年